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O que pode ser confundido com autismo?

Há muito pouco tempo, o autismo era um diagnóstico pouco conhecido. Hoje, muito se fala e se estuda sobre o TEA — Transtorno do Espectro Autista, o que faz com cada vez mais tenhamos conhecimento sobre esse transtorno do neurodesenvolvimento.

A maior dificuldade no autismo está presente na comunicação e no comportamento. Geralmente, os primeiros sinais e sintomas aparecem na primeira infância, ainda que muitas pessoas sejam diagnosticadas somente quando adultas. Isso acontece pois os sintomas de autismo podem ser confundidos com outras condições e transtornos, ainda que o oposto também aconteça.

Existem comportamentos frequentes no TEA, como dificuldade de fazer contato visual, mas cada pessoa é única e apresenta sintomas únicos, que variam de leves a graves. Alguns sinais de autismo são semelhantes aos de outros transtornos ou condições médicas, o que pode levar a um diagnóstico errado. 

Isso é um problema, porque o tratamento para o TEA para alguém que não tem o transtorno, não ajudará em nada. Isso porque o tratamento para cada transtorno ou condição é muito específico, assim como para o autismo, onde as características de cada pessoa devem ser consideradas.

Veja, neste artigo, o que pode ser confundido com autismo.

Outras condições que podem ser confundidas com autismo

Atrasos na fala, problemas auditivos ou outros atrasos no desenvolvimento, como dificuldades de linguagem, fala ou audição podem ser confundidos com autismo. Assim como dificuldades motoras finas, de interação social e habilidades de pensamento prejudicadas também podem. 

Embora crianças com autismo tenham atrasos no desenvolvimento, pode ser que a causa desses atrasos sejam outras, como a síndrome do X Frágil, por exemplo.

As crianças com autismo, muitas vezes, se interessam por atividades ou objetos específicos, como mapas ou ventiladores de teto. No entanto, o interesse da criança, que pode até parecer obsessivo, não significa que ela tenha autismo. Para realizar o diagnóstico de TEA, é preciso que outros sintomas também estejam presentes, como dificuldade nas interações sociais, por exemplo.

A leitura precoce ou altas habilidades em crianças pequenas também são sinais que podem ser confundidos com autismo. Pode ser que a criança tenha hiperlexia, quando lê muito cedo ou mostra outros sinais de alta inteligência, mas também apresenta outras dificuldades, como na comunicação.

Embora crianças com hiperlexia possam ser diagnosticadas com autismo, nem sempre essas condições andam de mãos dadas.

Problemas de processamento sensorial, como hipersensibilidade à luz, som ou toque, pode fazer com que um abraço ou ruídos altos incomodem as crianças. O que é muito comum no autismo, mas não é um sintoma que por si só leva ao diagnóstico de TEA. É preciso que outros sintomas acompanhem essas dificuldades, como atrasos na fala, por exemplo.

Da mesma forma, alguns transtornos psicológicos podem causar comportamentos obsessivos, dificuldades de fala, comunicação e outros problemas que podem ser confundidos com autismo.

Outra condição que pode levar a sintomas semelhantes aos do TEA, é o envenenamento por chumbo, um metal que causa danos ao cérebro. Uma criança pode ser envenenada por chumbo ao comer lascas de tinta ou beber água com partículas de chumbo, o que pode levar a atrasos no desenvolvimento e dificuldades de aprendizagem, que podem ser confundidas com autismo. 

Ainda existem transtornos genéticos que podem ser confundidos com TEA, como a síndrome do X Frágil ou outras condições menos conhecidas. Por isso é muito importante procurar ajuda de especialistas diante desses sintomas que podem ser confundidos com autismo para buscar um diagnóstico preciso.

Diagnóstico de autismo

Para diagnosticar o autismo, o médico irá verificar o desenvolvimento e o comportamento da criança. Como não existe nenhum exame que comprove a condição, ele fará isso através de entrevistas com os pais e observação do comportamento da criança.

Caso haja uma suspeita de autismo, o médico pode sugerir uma avaliação mais profunda, com a ajuda de uma equipe de especialistas, incluindo neurologista, psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo ou outros profissionais. Estes irão fazer testes e avaliações para ver se os sintomas da criança são de TEA ou de algum outro transtorno/condição.

Antes de fechar o diagnóstico de autismo, é importante descartar a presença de outros problemas de saúde, como de audição, que podem causar atrasos no desenvolvimento da fala e outras dificuldades que podem ser confundidas com autismo.

Por isso, é importante uma equipe multidisciplinar para uma avaliação ampla da criança. Somente um diagnóstico preciso será eficaz para o tratamento de autismo. Da mesma forma, atrasos no desenvolvimento e outras dificuldades que não são causadas pelo TEA, devem ser tratadas por profissionais especializados. 

Se restou alguma dúvida sobre condições e transtornos que podem ser confundidos com autismo, deixe nos comentários!

Referências:

SILVA, Micheline  and  MULICK, James A.. Diagnosticando o transtorno autista: aspectos fundamentais e considerações práticas. Psicol. cienc. prof. [online]. 2009, vol.29, n.1 [cited  2021-03-09], pp.116-131.

ZANON, Regina Basso. Bárbara Backe. Cleonice Alves Bosa. Identificação dos Primeiros Sintomas do Autismo pelos Pai

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4 respostas em “O que pode ser confundido com autismo?”

Meu filho tem 1ajo e 9 meses não fala quase nada fica balançado os bracinhos e rodando e uma criança muito inteligente entende tudo que falamos será que lê pode ter tea?

Olá Lindonete,
Primeiramente obrigada pela confiança!
Nesses casos orientamos buscar um especialista pessoalmente para lhe dar melhores informações e orientação assertivas sobre o caso.
De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e Artigos em nosso Blog: http://www.neurosaber.com.br/artigos que podem te ajudar em muitas questões.
Atenciosamente,
Equipe NeuroSaber

Meu neto de quatro anos ,mt inteligente ,mas estou preocupada, ele segue linha reta,pega objetos compridos levanta acima da cabeça e olha fixamente várias vezes, muito obrigada .

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