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Quais são as 4 fases do desenvolvimento cognitivo infantil?

Quando uma criança nasce, todos os dias algo novo e emocionante acontece. Não apenas eventos importantes, como rolar ou dar o primeiro passo, mas outras coisas pequenas que podem não parecer marcos. Sorrir e até mesmo rastejar para fora do berço, são atos aparentemente aleatórios que se enquadram em uma linha do tempo que se casa com os estágios de desenvolvimento do seu filho.

Durante as visitas com o seu pediatra, podem ser feitas muitas destas perguntas: sua criança rolou para o lado? Ela gosta de ser abraçada? Ela murmura de volta ou ri quando vê uma cara boba? 

Suas respostas mostram como seu filho está em relação aos estágios de desenvolvimento. Então, quais são os estágios do desenvolvimento infantil e por que eles são tão importantes para monitorar? Saiba mais neste artigo. 

Por que estágios?

Os profissionais envolvidos no desenvolvimento infantil analisaram, organizaram e categorizaram esses marcos em um gráfico de progresso que os pais, pediatras, pesquisadores, psicólogos e educadores usam para monitorar o desenvolvimento da criança.

Embora cada marco tenha uma faixa etária, é importante lembrar que as crianças são únicas e a idade real pode variar. Contanto que seu filho atinja esses marcos dentro da faixa prescrita, não deve haver motivo para preocupação.

Os quatro estágios cognitivos do desenvolvimento infantil

Piaget começou sua pesquisa simplesmente interessado em como as crianças reagem a seus ambientes, mas suas observações se opuseram ao pensamento atual (que dizia que as crianças não têm cognição até que tenham idade suficiente para aprender a falar) e, de fato, tornaram-se a teoria do desenvolvimento cognitivo mais conhecida e influente até hoje.

Estágio sensório-motor – do nascimento até cerca de 2 anos. 

Nessa fase, as crianças aprendem sobre o mundo por meio dos sentidos e da manipulação de objetos.

Estágio pré-operacional – 2 a 7 anos de idade. 

Durante este estágio, as crianças desenvolvem a memória e a imaginação. Eles também são capazes de entender as coisas simbolicamente e entender as ideias do passado e do futuro.

Estágio operacional concreto – de 7 a 11 anos. 

Durante este estágio, as crianças se tornam mais conscientes dos eventos externos, bem como de outros sentimentos que não os seus. Eles se tornam menos egocêntricos e começam a compreender que nem todos compartilham seus pensamentos, crenças ou sentimentos.

Estágio operacional formal – a partir de 11 anos. 

Durante esse estágio, as crianças são capazes de usar a lógica para resolver problemas, ver o mundo ao seu redor e planejar o futuro.

Como entender as fases do desenvolvimento infantil para a aprendizagem 

Professores e pais podem ajudar, proporcionando às crianças diferentes experiências ou maneiras de explorar e experimentar seus ambientes. É por meio dessas experiências que as crianças podem adquirir compreensão de diferentes conceitos de forma prática.

Para crianças que estão entrando na pré-escola e no jardim de infância, as teorias de Piaget se alinham mais aos programas escolares baseados em brincadeiras ou ambientes onde as crianças têm oportunidades de tentativa e erro e interação com o mundo real.

Pode incluir por exemplo: 

  • Fornecendo chances de tentativa e erro. Concentre-se no processo de aprendizagem versus o resultado final.
  • Fornecer às crianças recursos visuais e outros adereços, como modelos, para ilustrar diferentes ideias e conceitos.
  • Usando exemplos da vida real para pintar ideias complexas, como problemas de palavras em matemática.
  • Fornecendo chances de classificar ou agrupar informações. Contornos e hierarquias são bons exemplos e permitem que as crianças construam novas ideias a partir do conhecimento anterior.
  • Oferecendo problemas que requerem pensamento analítico ou lógico. Os quebra-cabeças podem ser usados ​​como uma ferramenta neste caso.

Em estágios posteriores, quebra-cabeças de palavras, tarefas de solução de problemas e quebra-cabeças lógicos ajudarão em seu desenvolvimento cognitivo.

Permitir que uma criança interaja com outras crianças também pode ajudar a melhorar seu aprendizado, especialmente aquelas em um estágio de desenvolvimento semelhante ou ligeiramente superior ao seu.

A teoria do desenvolvimento cognitivo teve um impacto significativo sobre como as pessoas entendem o desenvolvimento infantil hoje, e sugere que as crianças passam por quatro estágios distintos, desde o nascimento até a idade adulta.

Cada estágio inclui certos marcos em que a criança demonstra uma compreensão mais sofisticada do mundo. Piaget acredita que o desenvolvimento ocorre por meio de um impulso contínuo para expandir e adaptar esquemas ou entendimentos sobre o mundo. 

Se restou alguma dúvida sobre o assunto, deixe nos comentários!

Referências

PALANGANA, Isilda Campaner. Desenvolvimento e aprendizagem em Piaget e Vigotski: a relevância do social. Summus Editorial, 2015.

CALIANI, Fernanda Miranda; DE CARVALHO BRESSA, Rebeca. Refletindo sobre a aprendizagem: as teorias de Jean Piaget e David Ausubel. In: Colloquium Humanarum. p. 671-677.

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5 respostas em “Quais são as 4 fases do desenvolvimento cognitivo infantil?”

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Olá! Bom dia!
Estou encantada com as lives da Luciana e apreciando bastante os artigos que tenho lido no site.
Gostaria de saber se é possível tirar uma sobre a minha filha de 6 anos (completa 7 em Abril), sobre um apontamento que a fono do posto de saúde fez, que ela apresenta fala descontextualizada.
Ela iniciou na creche com 2anos e meio e tinha uma fala “meio enrolada”, mas sempre foi estimulada dentro de casa pelos pais e pela avó, com quem sempre ficou quando retornei ao trabalho. Digo estimulada, dentro do que entendo como brincar com ela, conversar, estimular algumas falas e/ou palavras, etc.
Por recomendação da professora procurei o posto de saúde e ela foi encaminhada para a fono, que durante o trabalho que realizou com a criança, disse que houve uma melhora significativa na fala. Em casa sempre procurávamos ajudar conforme a fono nos orientava para que ela se desenvolvesse bem, mas ainda está em análise essa questão da fala descontextualizada. Recentemente procurei o posto para saber sobre umas avaliações que ela fez na APAE com a Psicóloga, Psicopedagoga e Neuro (tenho o relatório) e até o momento não me deu uma devolutiva. Estou um pouco preocupada e angustiada e preciso de alguma orientação, pois ela vai iniciar o 1º ano. A assistente social tomou ciência do caso e estou aguardando retorno.
Com os estímulos que recebe em casa, ela aprendeu:
* a ler e escrever frases;
* reconhece, discrimina números até 100 (na sequência ou aleatoriamente)e sabe contar e quantificar; valor monetário.
* Sobre os números, também estimulo a descobrir os números que pode formar a partir de uma referência (não sei o nome que se dá a isso) – por exemplo 273….27, 73, 23, 37, 32, etc.
* Estamos trabalhando os dias da semana; saber o que é ontem, hoje e amanhã; os meses do ano, etc.
* Ela gosta muito de desenhar, principalmente nós da família. Recentemente ela fez uns desenhos e pediu pra ajudar a escrever algumas frases.
Rsrsrsrs…. Ela é muito carinhosa, gosta de abraçar e beijar, pois o pai sempre estimulou isso (ele é uma benção nas nossas vidas). Por ser músico, isso também ajuda bastante, pois incentivamos ela a tocar algum instrumento e a cantar. Ela, às vezes, cria os seus próprios repertórios musicais.
* Sobre o brincar….Além dos brinquedos normais, boneca, bolsinha, ursinho, casinha, entre outros, ela se diverte com pedaço de pau, caixa de papelão, bolinhas que retiro do perfume rolon, isso, quando não encontro no meio dos brinquedos, coisas minhas, colher, tigela, etc.
Ela é observadora, detalhista. Quando vamos organizar o brinquedos, às vezes é preciso dar uma “limpada”, jogar fora. Converso, explico e “peço autorização”…rsrsrs, pois já aconteceu de procurar alguma que joguei fora sem ela ver e depois tive que dar um jeito de me livrar da acusação.
Sobre a questão da fala descontextualizada, quando ela responde ou fala alguma coisa fora do que é esperado, procuramos trazê-la para o contexto, reformulando a pergunta, falando de um outro jeito para ajudá-la, e às vezes até brincamos falando pra ela parar de “viajar na maionese” e já expliquei pra ela o que quero dizer quando falo essa frase. Até mesmo ela já se corrigiu usando essa expressão.
Ela fez audiometria e segundo a otorrino o exame está normal. Ela solicitou o exame DPAC (Desenvolvimento do Processamento Auditivo Central), mas na época ela tinha de 5 para 6 anos e ela explicou que o ideal é a partir dos 7 anos. Infelizmente, hoje não tenho condições financeiras para fazer o exame particular e o posto não deu certeza, mas parece que não fazem esse exame, somente audiometria. Fico constrangida, chateada, quando as pessoas fazem perguntas pra ela. Sei que faz parte, é normal alguém conversar com uma criança e fazer perguntas, mas sabendo da situação, quando percebo e consigo, procuro ficar por perto para “tentar ajudar”, pois as pessoas não entendem e já tiram suas conclusões. Agora ela vai pra escola e já estou sofrendo por antecipação, imaginado quando a professora fizer a triagem na(s) primeiras semanas e me chamar para uma conversa. Minha filha responde coisas com coerência, às vezes até me surpreende, mas também às vezes sai um pouquinho fora do contexto.
Quando eu tinha convênio levei ela em 2 psicólogas e iniciei um acompanhamento com a neuropediatra, mas infelizmente não pude continuar. Por conta própria, pesquisei algumas atividades na internet e imprimi pra ela fazer e levava nas consultas, para de alguma forma tentar ajudar nas avaliações e fazia algumas anotações por escrito nas atividades, do que observada quando ela fazia.
Abraços e obrigada pela atenção!

Olá Eliana, tudo bem?

Primeiramente agradecemos pela confiança! Nesses casos orientamos buscar um especialista pessoalmente para lhe dar melhores informações e orientação assertivas sobre o caso. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e Artigos em nosso Blog: http://www.neurosaber.com.br/artigos que podem te ajudar em muitas questões.

Solange,
Equipe NeuroSaber 💙

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