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Aprenda a identificar sinais de autismo e saiba como intervir: 0 a 2 anos

Aprenda a identificar sinais do autismo e saiba como intervir: 0 a 2 anos

Você sabia que os primeiros anos de vida são cruciais para o desenvolvimento de uma criança? Durante esse período, ocorrem grandes avanços em habilidades como comunicação, interação social e comportamento.

No entanto, para algumas crianças, esses marcos podem ser afetados pelo autismo, um transtorno neurodevelopmental que pode influenciar significativamente a forma como elas percebem e interagem com o mundo ao seu redor.

Neste artigo, abordaremos a importância de reconhecer os sinais de autismo em crianças de 0 a 2 anos e como isso pode impactar seu desenvolvimento futuro. Além disso, discutiremos estratégias de intervenção que podem ser implementadas para oferecer suporte às crianças e suas famílias nessa jornada.

Mas, o que são exatamente esses sinais de autismo?

O autismo, também conhecido como transtorno do espectro autista, é uma condição do neurodesenvolvimento. Isso significa que uma pessoa já nasce com autismo e enfrenta essa condição ao longo da vida.

Desse modo, é crucial que pais e cuidadores estejam atentos aos sinais desde os primeiros meses de vida de um bebê. Se o bebê tem autismo, é possível observar esses sinais precocemente.

Além disso, quanto mais cedo os sinais e diagnósticos do autismo forem identificados, melhores serão as intervenções adequadas. Ou seja, as intervenções feitas o mais cedo possível pode melhorar significativamente a qualidade de vida da criança.

Portanto, os sinais de autismo podem variar de criança para criança, já que algumas podem apresentar apenas sinais discretos, enquanto outras podem exibir sinais mais severos. Esses sinais podem mudar ao longo do tempo e de acordo com as intervenções realizadas, tanto ficando mais sutis quanto mais evidentes.

É importante estar atento a essas variações conforme a criança cresce e se desenvolve.

Sinais de autismo em bebês:


A dificuldade para interagir socialmente e a dificuldade na comunicação são duas características presentes no autismo. Desse modo, as habilidades desenvolvidas devem ser desde os primeiros meses de vida.

Portanto, estar atento como um bebê interage e se comunica com o outro é essencial para notar possíveis alterações em seu desenvolvimento.

Atitudes que indicam alterações na interação social e na comunicação e que podem ser sinais de autismo:

●Não manter contato visual para chamar a atenção de alguém ou tentar se comunicar;
● Não apontar objetos para mostrar ou pedir algo a outra pessoa;
●Não responder consistentemente quando chamados pelo nome;

● Não reagir a sons ou ter hipersensibilidade a eles;
●Não usar gestos, tais como: acenar com as mãos para dar tchau, bater palmas ou
balançar a cabeça para indicar sim ou não;
● Não utilizar expressões faciais, não sorrir para outras pessoas nem retribuir quando
elas sorriem;
●Não demonstrar interesse em brincar ou interagir com outras crianças;
● Não participar de brincadeiras de faz de conta.

Por exemplo, outra característica do autismo são as alterações comportamentais. Sendo assim, as crianças com autismo apresentam padrões repetitivos e restritos de comportamento, atividades ou interesses.

Isso envolve, por exemplo, as estereotipias e manias, o apego a rotinas, o hiperfoco em objetos ou assuntos, e a reação peculiar a determinadas texturas, sons, cheiros ou iluminações (pode ser uma hiper ou uma hiporreatividade).

Atitudes que indicam alterações no comportamento


● Apresentar interesses intensos em certos objetos ou brinquedos;
●Possuem comportamentos repetitivos, como movimentos de rotação ou de balanço do tronco;
● Por exemplo, comportamentos como alinhar ou empilhar objetos, organizar objetos por determinado padrão, apresentando certa irritabilidade quando é desfeito;
Interesse excessivo em determinada atividade e, caso não possa fazê-la, surge a irritabilidade;
●Dificuldade para lidar com mudança de rotina ou de ambiente, de modo que se irrite facilmente se isso acontecer;
● Por isso, a sensibilidades ao meio ambiente, como sensibilidade a sons altos ou ambientes muito iluminados, além de certas texturas de objetos;
● Seletividade alimentar, sendo comum comer apenas alimentos de determinada textura ou cor.


Sendo assim, vale dizer que para a criança diagnosticada com TEA não necessariamente é preciso apresentar todos os sinais citados acima. Ainda assim, nem toda criança que apresenta alguns desses sinais tem autismo. Por isso é essencial a avaliação de um especialista.

Mas e se você suspeitar que seu filho pode ter autismo?

Sobretudo, o autismo tem o tratamento como qualquer outra condição. Ou seja, quanto mais cedo o diagnóstico, mais cedo poderá iniciar o tratamento, tornando mais efetivo e funcional.

Além disso, isso melhora a qualidade de vida, e caso seu bebê ou criança comece a apresentar sinais parecidos com os citados acima, é importante intervir. Pois, quanto mais cedo o pequeno receber o tratamento, maior será a probabilidade de diminuir os seus atrasos cognitivos, sociais e outros.

Ademais, a possibilidade de aprender habilidades sociais e emocionais aumentam, ajudando-o a superar possíveis barreiras para a autonomia futura.

E qual profissional devo procurar?


A princípio, neurologistas e psiquiatras são os mais profissionais mais indicados para o atendimento de pessoas com TEA. No entanto, o mais recomendado é que uma equipe multidisciplinar avalie a criança.

Por isso, considerar suas características e necessidades particulares, para realizar o diagnóstico e as orientações adequadas. Ou seja, a equipe multidisciplinar pode ser formada pelo neurologista ou psiquiatra, por psicólogo, psicopedagogo, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, entre outros.

Passo a passo para a intervenção inicial


Primeiramente, recomende-se que, a partir do diagnóstico, a equipe atue de forma interdisciplinar. Por isso, é comum a utilização da Terapia ABA, pois é considerado um tratamento mais eficaz e com maior evidência científica para o autismo.

Ademais, os programas de intervenção precoce podem incluir:


● Treinamento familiar;
●Terapia fonoaudiológica;
● Fisioterapia;
●Terapia psicológica;
● Serviços de nutrição.

Em resumo, identificar sinais de autismo em bebês e crianças pequenas é o primeiro passo para garantir intervenções adequadas. Ou seja, a intervenção precoce não apenas melhora a qualidade de vida da criança, mas também maximiza suas chances de desenvolvimento saudável e independente.

Além disso, ao agir rapidamente e buscar suporte especializado, pais e cuidadores podem desempenhar um papel crucial na jornada de uma criança com autismo, proporcionando-lhes o apoio necessário para prosperar e alcançar seu pleno potencial.

Quer se aprofundar neste tema? Confira o vídeo abaixo e descubra como ocorre a socialização no autismo com o Dr. Clay Brites.


REFERÊNCIAS

REIS, S. T.; LENZA, N. A Importância de um diagnóstico precoce do autismo para um tratamento mais eficaz: uma revisão da literatura. Revista Atenas Higeia, [S. l.], v. 2, n. 1, p. 1 – 7, 2019. Disponível em: http://atenas.edu.br/revista/index.php/higeia/article/view/19. Acesso em: 11 dez. 2022.

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