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Desmistificando a dislexia na alfabetização: estratégias efetivas de apoio

Desmistificando a dislexia na alfabetização

Dislexia na alfabetização gera muitos desafios, e compreender essas dificuldades é essencial para implementar estratégias de intervenção efetivas.

Além disso, ainda há muitos estigmas em volta dela, o que dificulta a identificação e o suporte adequado para os indivíduos que apresentam essa condição.

Nesse texto, vamos desmistificar a dislexia e destacar estratégias efetivas de apoio, especialmente durante o processo de alfabetização.

O que é dislexia?

Por definição, a dislexia é um transtorno de aprendizagem que afeta a habilidade de uma pessoa em ler, escrever e soletrar. 

Para compreendermos melhor o que é, é crucial entender que ela não está relacionada à falta de inteligência ou a problemas visuais. Trata-se de uma condição neurológica que afeta a forma como o cérebro processa as informações linguísticas.

Além das dificuldades em associar sons e letras, crianças disléxicas podem apresentar problemas de decodificação, fluência de leitura, compreensão textual e ortografia. 

Esses desafios podem causar frustração, baixa autoestima e até mesmo dificuldades emocionais. Portanto, é importante abordar a dislexia na alfabetização com sensibilidade, paciência e estratégias personalizadas.

Dislexia na alfabetização: Estratégias eficazes de apoio:

Existem várias estratégias de intervenção que podem ser utilizadas para auxiliar crianças com dislexia na alfabetização. Algumas delas incluem:

  1. Ensino explícito de habilidades fonológicas: Trabalhar com os sons da fala, ensinando a relação entre os sons e as letras, desenvolvendo a consciência fonêmica e praticando a segmentação e junção de sons.
  1. Leitura multissensorial: Utilizar abordagens que envolvam diferentes modalidades sensoriais, como ver, ouvir e tocar. Por exemplo, é possível utilizar métodos que combinem o uso de movimentos, gestos e materiais táteis para reforçar a associação entre sons e letras.
  1. Adaptações de materiais: Fornecer textos com fontes e espaçamentos adequados, aumentar o contraste visual, utilizar recursos gráficos como cores e imagens para auxiliar a compreensão e fornecer apoio visual durante as atividades de leitura e escrita.
  1. Suporte emocional e ambiente acolhedor: Proporcionar um ambiente de aprendizado inclusivo, encorajador e livre de estigmas, onde as crianças se sintam seguras para expressar suas dificuldades e receber apoio adequado. O suporte emocional é fundamental para fortalecer a autoestima e a motivação dos alunos com dislexia.

Como a escola pode contribuir no processo da dislexia na alfabetização?

À escola cabe a estimulação por meio de metodologias e estratégias com eficácia comprovada. É importante identificar precocemente as dificuldades apresentadas pela criança e atuar, de modo a minimizar seus prejuízos. 

Crianças com dislexia podem precisar de um apoio extra na alfabetização, por isso considere a intervenção em pequenos grupos, no contraturno escolar, pois isso pode favorecer muito o aprendizado do aluno. As crianças com dificuldades mais severas precisarão, também, de suporte individual de um especialista da área da saúde.

Para aquelas crianças em que há suspeita de que possam ter dislexia, mas o diagnóstico ainda não foi confirmado, é importante atuar de modo preventivo, estimulando habilidades básicas da alfabetização, como consciência fonológica, conhecimento alfabético e vocabulário. 

Existe um modelo de intervenção multinível, conhecido por RTI – Resposta à Intervenção, que defende que quando os alunos não respondem a uma intervenção devemos oferecer um nível suplementar de apoio, de modo a favorecer seu desenvolvimento e aprendizagem.

Entendendo mais sobre RTI:

Assim, na RTI, o primeiro nível de intervenção é feito em sala de aula, pelo professor, que estimula toda a turma, trazendo estratégias baseadas em evidências científicas. 

A intervenção no primeiro nível acontece pelo menos 3 vezes por semana, de 20 a 30 minutos por dia.

Porém, aqueles alunos que, comparados a seus pares, não apresentarem avanço significativo na aprendizagem devem ir para o Nível 2 (intervenção em pequenos grupos), pelo menos 2 vezes na semana, de 1 hora e meia a 2 horas por dia.

Além disso, os alunos que apesar das intervenções nos níveis 1 e 2 apresentarem dificuldades persistentes, devem ir para o nível 3, que é a intervenção individualizada, realizada por profissional de saúde, fora do ambiente escolar.   

A dislexia na alfabetização não deve ser motivo de desespero ou de desmotivação, pois com estratégias efetivas de apoio.

Sendo como a Resposta à Intervenção (RTI), é possível ajudar as crianças a superarem seus desafios e desenvolverem habilidades de leitura e escrita.

Além disso, é fundamental que educadores, pais e profissionais da área estejam cientes dos sinais da dislexia e das abordagens mais adequadas.

Portanto, com apoio adequado, as crianças com dislexia podem alcançar todo o seu potencial e ter sucesso acadêmico e pessoal.

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