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Expressões faciais: atividades para ensinar para crianças com autismo

As crianças com autismo possuem mais dificuldades para fazer expressões faciais e outras expressões não verbais. Por exemplo: imitações, posturas, gestos, expressões faciais e contato visual. Além disso, as dificuldades também estão em em usar as habilidades não-verbais para se comunicar, como apontar para mostrar algo ou interagir com alguém.

As expressões faciais são muito importante nas interações sociais e na comunicação com outras pessoas. Os bebês, por exemplo, desde pequenos usam as expressões faciais para se comunicarem com os adultos. 

Porém, crianças que estão dentro do espectro autista costumam ter dificuldades nisso, o que isso pode afetar outras partes de seu desenvolvimento. Por isso, é essencial ensiná-las por meio das brincadeiras e atividades interativas.

Importância de reconhecer as expressões faciais

O autismo é um transtorno de neurodesenvolvimento. Dessa maneira, ele afeta os processos importantes, que são responsáveis pela socialização, comunicação e a aprendizagem. Isso significa que muitas habilidades podem ser prejudicadas, dependendo do grau do espectro. Sendo assim, é relativamente normal que os pequenos apresentem dificuldades na interação social ou em sua autonomia diante de variadas situações do seu dia a dia. 

A representação emocional no TEA é um dos pontos principais a ser prejudicado. Isso porque as atividades comportamentais sofrem o impacto do autismo. O transtorno é responsável por essa característica na vida da criança. Dessa forma, podemos incluir a dificuldade em reconhecer e realizar as expressões faciais. Ou seja: é ainda mais difícil a comunicação social com as pessoas.

As dificuldades em produzir expressões faciais não estão ligadas com limitações musculares no rosto. Porém, estão ligadas a uma separação entre a emoção em si e sua representação visual. 

Por conta disso, nesse artigo vamos apresentar brincadeiras que você pode desenvolver com a criança para treinar as habilidades. Isso ajudará a compreender o uso das expressões.

Brincadeiras para desenvolver as expressões faciais

1. Imitação

As brincadeiras com imitações podem ser muito úteis no processo de desenvolvimento infantil. Principalmente para crianças com TEA. Assim, a habilidade de imitação deve ser construída de maneira voluntária, estimulando e incentivando a criança. 

Você pode usar a imitação com os animais, por exemplo. Podem trabalhar a imitação de sons e até mesmo de movimentos. Além disso, você pode incentivar a criança a imitar outras crianças ou adultos. Dessa forma, vai estimular o contato visual e a conexão com as pessoas.

O adulto pode começar essa brincadeira sendo um “espelho’’ da criança. Ou seja: pode imitar tudo que ela está fazendo.

2. Use figuras e imagens!

Nada melhor para aprender as expressões faciais do que vê-las constantemente. Assim, use figuras e imagens que expressem os sentimentos. Cole-as na parede ou em um quadro visível para a criança. O importante é fazer com que ela tenha contato fácil e direto com essas imagens. Ou seja: incentive-a a imitar as expressões faciais que está vendo!

3. Nomeie com as crianças os sentimentos

Essa atividade deve ser feita sempre com a participação da criança. Dessa maneira, toda vez que vocês presenciarem uma expressão de sentimento – alegria, tristeza, raiva ou dor, por exemplo – incentive a criança a reconhecer e nomeá-la. Isso fará com que a criança se aproprie e reconheça com mais facilidade os sentimentos e suas expressões faciais.

4. Desenhe! 

Assim como ver as figuras e nomear as expressões, desenhá-las também facilitará o processo. Separe espaços (você pode nomeá-los previamente para cada expressão) e dê para que a criança desenhe. Dessa forma, a criança irá pensar nas expressões, no significado, e colocar no papel sua representação facial. O importante é que ela entenda o desenho e vá desenvolvendo essa habilidade cada vez mais.

É importante lembrar que essas atividades devem acontecer conforme a disposição da criança. Ela nunca deve ser obrigada a brincar contra sua vontade. Assim, caso ela queira parar, vá retomando as atividades devagar em outros momentos.

Referências: 

KLIN, Ami. Autismo e síndrome de Asperger: uma visão geral. Revista Brasileira de Psiquiatria , v. 28, p. s3-s11, 2006.

PRADI, Thiago et al. Ferramentas de computação visual para apoio ao treinamento de expressões faciais por autistas: uma revisão de literatura. In: Anais do XLIII Seminário Integrado de Software e Hardware. SBC, 2016. p. 140-151.

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