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Segundo PISA, alunos brasileiros 'estacionam' em leitura, ciências e matemática e sofrem mais com bullying e solidão

Resultado do Pisa 2018 revela que estudantes brasileiros não avançaram de forma considerável em leitura, matemática e ciência nos últimos 10 anos. O exame internacional de educação, realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), apontou melhora, mas não o suficiente para que o Brasil pudesse alcançar países de renda média ou alta. 
A pontuação obtida pelos alunos ficou da seguinte forma: leitura (413 pontos), matemática (384 pontos) e ciências (404 pontos). Como comparativo com os participantes da China, país que registrou a maior média global no exame, os valores obtidos nas provas que avaliavam as mesmas competências (leitura, matemática e ciências) ficaram em 555, 591 e 590 respectivamente. 
Interessante salientar que o objetivo do Pisa é medir o desempenho dos alunos em diferentes países. Não existe pontuação máxima, embora a referência seja 500. O resultado também mostra alguns dados preocupantes quando o assunto é convivência em sala de aula ou no contexto escolar de maneira geral. 

Os números são alarmantes

O número de estudantes brasileiros que alegou ter sido vítima de bullying chegou a 29% ou um terço do total de entrevistados. Segundo os participantes do Pisa 2018, essas situações ocorreram pelo menos mais de uma vez por semana. Na média registrada pela OCDE, essa taxa ficou em 23%.
Isso reflete diretamente na frequência de crianças e adolescentes. De acordo com a OCDE, a insatisfação dos estudantes é o motivo principal para esse cenário. “No Brasil, 50% dos alunos faltaram um dia ou chegaram tarde nas duas semanas prévias à realização do Pisa. Na maioria dos países, estudantes alvos frequente de bullying têm maior probabilidade de faltar, enquanto estudantes que valorizam a escola, sentem um clima mais disciplinado e recebem suporte emocional maior têm menos probabilidade de se ausentar.”
Solidão e indisciplina nas salas de aula também chamaram a atenção. Um quarto dos alunos revelou que se sente solitário no ambiente da escola. Neste caso, a média internacional ficou em 16%. Já no quesito relação estudante e professor, cerca de 40% disseram que o educador leva um tempo para conseguir acalmar a turma e poder ministrar suas aulas. 
Diferenças socioeconômicas também influenciam no resultado. O relatório da OCDE aponta que alunos em melhores situações financeiras saem na frente no desempenho do exame. Contudo, 10% dos estudantes em condição socioeconômica mais baixa pontuaram entre os maiores em leitura.  Embora o relatório não tenha mostrado muitos benefícios, a OCDE revela que o Brasil conseguiu incluir um número considerável de alunos na educação básica nas últimas décadas.
Fonte: BBC

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