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Síndromes Neurológicas e Aprendizagem: como assistir estas crianças e adolescentes na escola

Síndromes Neurológicas e Aprendizagem como assistir crianças e adolescentes na escola

Você já parou para pensar como a escola pode se tornar um lugar verdadeiramente inclusivo para crianças e adolescentes que enfrentam síndromes neurológicas e de aprendizagem? Neste artigo, vamos explorar estratégias e soluções para criar um ambiente educacional onde todos os estudantes tenham a oportunidade de prosperar.

A adaptação escolar: um desafio para ambas as partes

Quando falamos de adaptação escolar, muita gente imagina só mudar a estrutura física da escola para acomodar alunos com necessidades especiais. Isso é importante, claro, mas a adaptação vai além disso.

Significa também ajustar o que ensinamos e como ensinamos para tornar o aprendizado acessível a estudantes com síndromes que afetam o cérebro e a aprendizagem. Isso inclui ser flexível na programação escolar para atender às necessidades de cada aluno, sem deixar de ensinar o conteúdo importante.

De acordo com dados da ABD (Associação Brasileira de Dislexia), a dislexia pode afetar entre 5% e 17% dos estudantes em salas de aula ao redor do mundo. Portanto é importante trabalhar a inclusão desses alunos.


Ao promover a adaptação, a escola está disposta também a direcionar suas atividades curriculares à acessibilidade dos estudantes que convivem com alguma deficiência. Nesse caso, as síndromes que afetam o aspecto neurológico e a aprendizagem.


É importante que o corpo pedagógico saiba como propor esse currículo às crianças e adolescentes de forma que tais adaptações não tragam nenhuma perda ao conteúdo. A grade curricular deve ser flexível e proporcionar o atendimento às necessidades pedagógicas de cada aluno.

Síndromes Neurológicas: O que pode acontecer no processo escolar?

Nos primeiros anos de escola, alguns alunos podem enfrentar dificuldades na leitura, escrita e matemática. Mas aqui está o ponto importante: nem todas essas dificuldades são iguais.

Algumas são problemas de ensino, o que chamamos de “dificuldades escolares.” Outras estão ligadas a como o cérebro funciona, e são os “distúrbios de aprendizagem.” Por exemplo, o TDAH pode atrapalhar muito a vida do aluno, e a Dislexia é um distúrbio que dificulta a ligação entre letras e sons.

TDAH e dislexia: o desafio para aprender

Não é novidade o fato de haver alunos com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e a Dislexia. Ambos têm em comum a origem neurológica e o funcionamento comprometido dos circuitos cerebrais.


Contudo, existe uma diferença crucial entre eles. O TDAH pode prejudicar a vida da criança e do adolescente, estendendo as consequências para a fase adulta. A Dislexia, por sua vez, é caracterizada como um transtorno de aprendizagem, impossibilitando o indivíduo de ligar o som às letras.

Como lidar com a aprendizagem dos alunos com TDAH  e Dislexia?

Como educadores, podemos desempenhar um papel fundamental. Para alunos com TDAH, podemos incluí-los nas discussões em sala, sem constrangimento, e verificar constantemente se estão acompanhando o conteúdo. Evitar distrações é importante.

No caso da Dislexia, é fundamental o acompanhamento profissional, como fonoaudiólogos, para trabalhar o desenvolvimento da leitura. Além disso, o uso de jogos pode ser uma ferramenta útil para estimular a aprendizagem da leitura.

Outra dica é estabelecer uma comunicação constante com o aluno e fazer pequenas paradas para saber se a criança/jovem está compreendendo a matéria. A localização das carteiras também é um detalhe importante. Evite deixá-lo próximo a janelas ou qualquer outro lugar que tire sua atenção.

Síndromes Neurológicas: Diagnóstico

É importante que o tratamento seja multidisciplinar, pois tanto o TDAH quanto a Dislexia, entre outras síndromes, necessitam de acompanhamento amplo devido à diversidade de quadros neurológicos apresentados.

Um dos primeiros passos cruciais para ajudar esses estudantes é o diagnóstico preciso. Identificar as síndromes neurológicas e de aprendizagem, como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ou a Dislexia, é fundamental para oferecer o suporte adequado. Profissionais de saúde e educação desempenham um papel essencial nesse processo, trabalhando em conjunto para garantir que cada aluno receba o apoio necessário.

No caso do TDAH, é importante entender que esse transtorno pode afetar não apenas o desempenho acadêmico, mas também a vida cotidiana do aluno. Com paciência e estratégias adequadas, os educadores podem ajudar a manter o foco e o interesse desse estudante no conteúdo pedagógico.

Já a Dislexia, caracterizada por dificuldades na leitura, requer um enfoque específico. Profissionais como fonoaudiólogos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento desses alunos.

Portanto, criar um ambiente inclusivo na escola envolve compreender as necessidades individuais de cada aluno, diagnosticar adequadamente as síndromes neurológicas e de aprendizagem e colaborar entre profissionais de saúde e educação. Com empatia e esforço conjunto, podemos fazer a diferença na vida dessas crianças e adolescentes, oferecendo a educação que merecem.


Referências:

https://valor.globo.com/patrocinado/dino/noticia/2023/08/01/dislexia-pode-afetar-ate-17-dos-estudantes-no-mundo.ghtml

3 Comments

  • HILDA VENANCIA VELOSO
    Posted 27/06/2018 at 3:10 pm

    maravilhoso, poder contar com essa ajuda do pessoal da Neuro Saber.

  • Simone Gomes
    Posted 28/06/2018 at 12:02 am

    Muito bom.

  • Janaína
    Posted 29/06/2018 at 5:11 pm

    Excelente informações!

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