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Intervenção precoce no TDAH: o que precisamos saber?

Intervenção precoce no TDAH: o que precisamos saber?

Antes de mais nada, o TDAH pode afetar várias áreas da vida de uma pessoa. Entretanto, uma intervenção precoce pode trazer vários benefícios ao longo da vida.

O QUE É O TDAH?

Primeiramente, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento que tem causas genéticas. Ou seja, dentre suas características estão sintomas como falta de atenção, inquietação e impulsividade.

Sendo assim, esses sintomas podem ser observados desde a infância e podem acompanhar a pessoa por toda a vida. Além disso, dentre as crianças com TDAH, cerca de 60% continuam com os sintomas ao longo da vida adulta.

Portanto, nesse contexto, o TDAH é o transtorno comportamental que mais atinge crianças, como também é o que possui o maior número de estudos científicos. 

Mas quais são os principais sintomas em crianças com TDAH?

– Dificuldade em prestar atenção a detalhes e tarefas;

– Parece não escutar quando alguém fala diretamente com ele (a);

– Não segue instruções;

-Dificuldade em terminar tarefas do cotidiano;

Tem dificuldade com a escrita;

– Possuem dificuldade para se organizar;

– Perde coisas necessárias para fazer tarefas do dia a dia;

– É facilmente distraído (a) por estímulos externos;

– Tem dificuldade em ficar sentado em lugares como salas de aula ou recepção;

– Corre ou sobe muito nas coisas;

– Tem dificuldade para brincar calmamente;

– Fala muito e responde questões antes de finalizadas;

– Apresenta dificuldades em esperar a sua vez;

– Interrompe os outros com frequência.

IMPORTÂNCIA DA INTERVENÇÃO PRECOCE NO TDAH

Sendo assim, o primeiro passo para a intervenção no TDAH é ter acesso a um diagnóstico. Certamente, o quanto antes finaliza-se o diagnóstico, antes as intervenções e melhora a evolução da criança. Por isso é importante estar atento aos sintomas do TDAH e, em caso de suspeita, procurar ajuda o quanto antes. Além disso, sinais e sintomas percebem-se antes do pequeno ter 3 anos de idade.

Contudo, não costuma ser fácil perceber sintomas deste transtorno. Pois muitos comportamentos são comuns em crianças pequenas. Por outro lado, naturalmente, elas não conseguem manter o foco por muito tempo, pois suas habilidades cognitivas são prejudicadas, e podem ter dificuldade para inibir comportamentos inadequados.

Em âmbito escolar, crianças com esse transtorno precisam ser avaliadas por profissionais, com testes específicos, para que a conduta escolar seja feita de forma inclusiva para essa criança.

Ainda assim, existem testes específicos para cada faixa etária, realizados por profissionais especialistas, e que possibilitam o diagnóstico adequado. Ou seja, profissionais que podem diferenciar os comportamentos apresentados pelas crianças esperados para a faixa etária, ou se são comportamentos característicos do TDAH.

A fim de se obter um diagnóstico adequado, é indispensável que se tenha ciência de outros transtornos. Pois em alguns casos, sintomas e características parecidos podem ser confundidos, ou associados ao TDAH e precisam ser identificados, tais como:

  • O Transtorno do Espectro Autista (TEA);
  • Também o transtorno Opositor-Desafiador (TOD);
  • Transtorno Explosivo Intermitente (TEI);
  • E transtorno Disruptivo de Desregulação do Humor (TDDH);
  • Depressão;
  • Psicopatias sociais.

OPÇÕES DE TRATAMENTO

Como alternativas para o tratamento do TDAH, a primeira escolha são as intervenções comportamentais que têm início nos 6 anos de idade. Em segundo plano, e não menos importante, existe a opção da terapia com medicamentos, que também é efetiva. E, quando necessária, deve ser prescrita pelo médico, levando todos os cuidados em consideração. A terapia com medicamentos não cura o TDAH, porém minimiza os sintomas característicos durante seu uso.

Vale salientar que você pode realizar as duas formas de intervenção juntas com o intuito de potencializar os resultados, sempre que for indicado.

BENEFÍCIOS DA INTERVENÇÃO

Os pequenos que recebem intervenções precoces aumentam suas chances de um desenvolvimento satisfatório. Como também são mais propensos a precisarem de menos ajuda na escola, principalmente na sua alfabetização, e serem mais independentes e autônomos ao longo da vida. Ademais, ao combinar ações educacionais, terapia medicamentosa e outras intervenções, os profissionais podem melhorar significativamente o desempenho da criança com TDAH.

Estudos científicos revelam que a realização de terapias, e o uso de medicamentos quando indicados, podem ajudar a reduzir a gravidade dos sintomas. Além disso, reduzir os riscos de desenvolver as seguintes condições:

– Depressão;

– Ansiedade;

– o transtorno desafiador de oposição;

– e transtorno de conduta;

– Transtorno bipolar;

– Tabagismo;

– Abuso de substâncias.

Por fim, a intervenção precoce melhora questões como:  

– Autocontrole: controlar e lidar com suas emoções e comportamentos;

– Funções executivas: estruturar e planejar, tomar decisões, ter discernimento;

– Habilidades sociais: fazer e manter os amigos, interagir e se relacionar de maneira saudável com outras pessoas;

– Desempenho escolar: ser capaz de se manter atento, participar e progredir, conforme seu estágio de desenvolvimento.

Portanto, receber ajuda nos primeiros anos de vida faz com que a criança com TDAH tenha benefícios a curto e a longo prazo.

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REFERÊNCIAS

SOUZA, C. S. M. de; VERAS, P. R. M.; SANTOS, L. C. dos. Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade: Intervenções pedagógicas. Conjecturas, [S. l.], v. 22, n. 6, p. 983–1001, 2022. DOI: 10.53660/CONJ-1197-T18. Disponível em: http://conjecturas.org/index.php/edicoes/article/view/1197. Acesso em: 10 jan. 2023.

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